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Dados financeiros do Estado comprovam que Governo Déda pode pagar reajuste do piso

Ligado . Publicado em Roberto Santos

A Greve dos professores da rede estadual iniciou nessa segunda roberto16/04 de 2012 diante da ausência de negociação do Governo Déda para efetivar o reajuste do piso de 22,22% para todos os professores. A postura autoritária do Governo está levando os professores a um movimento grevista que poderia ser evitado se a lei tivesse sido cumprida com o pagamento do piso de 22,22% desde janeiro de 2012. Em vez de cumprir a lei e pagar como manda a lei, o Governo Déda vem implementando uma política de destruição da carreira do magistério com perdas mensais para o ano 2012 que variam de R$ 21,04 a R$ 871,90. Os dados estão disponíveis no site do SINTESE com tabelas que demonstram essa realidade preocupante.

Através de pronunciamentos da presidenta do SINTESE professora Ângela Melo e da Deputada professora Ana Lúcia nos dois primeiros dias de greve, a sociedade sergipana pode entender que o piso é para todos, bem como a realidade inconsistente nos dados financeiros do Estado de Sergipe. As duas professoras alegam falta de coerência ao analisar a folha do magistério e a folha do servidor público no ano de 2011, a folha do magistério oscila ao longo dos meses e não tem um mês coerente, que possa dizer que subiu porque pagou certo, subiu porque teve um reajuste. Os pronunciamentos evidenciam indícios graves de fabricação de dados para que o Estado possa fechar os relatórios financeiros no final do ano.

Outra grave denuncia que confirma esses indícios de fabricação de dados são as diferenças entre os valores da folha da educação (magistério e servidores administrativo) para o ano de 2011 publicados pela Secretaria da Fazenda (Relatório de Execução Orçamentária) e pela Secretaria de Educação (Anexo III – FUNDEB), com a diferença de mais de R$15 milhões no bimestre para mesma finalidade.

Diante dos dados apresentados pelo SINTESE, devemos questionar a confiabilidade das informações apresentadas pelo Governo do Estado que ultrapassou o limite prudencial da Lei de Responsabilidade Fiscal em 46,89%. O Governo Déda alega que pelo fato de ter ultrapassado o limite prudencial não pode gastar mais com pessoal. Entretanto, os dados demonstram indícios de fabricação de informações para não valorizar os servidores públicos.

Portanto, a greve dos professores da rede estadual é justa e o Governo Déda precisa respeitar o direito dos professores, garantindo de 22,22% para todos. A luta pelo piso deverá continuar até temos governantes que não invente subterfúgios para negar esse direito. É vergonhoso!