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Colégio estadual em Propriá precisa urgente de reformas

Escrito por sintese Ligado . Publicado em Rede Estadual

Uma parte da escadaria já ruiu o que deixa toda a comunidade escolar temerosa

Logo ao avistar o prédio já se percebe que faltam vidros em algumas janelas, a pintura esmaecida e descascada em vários pontos, portões com muitos traços de ferrugem. Ao entrar no prédio, a situação só fica mais grave. Há rachaduras em diversos pontos. Mais janelas das salas de aula faltam os vidros, quadros em situação precária e as salas são apertadas. Na parte “mais nova” (o prédio original tem quase 100 anos), o pátio, a cozinha e o depósito são pequenos e uma das mesas (feita de alvenaria) do refeitório está prestes a cair.

 

VEJA A SITUAÇÃO DA ESCOLA

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Essa é a realidade para professoras e professores, estudantes e funcionários do Colégio Estadual João Fernandes Brito que está localizado na mesma praça que a igreja matriz da cidade de Propriá.

O prédio da escola é dividido em duas partes. Há a parte mais antiga e uma mais nova construída atrás e nelas se dividem turmas do 6º ano do Ensino Fundamental ao 3º ano do Ensino Médio.

De acordo com os estudantes, a sala onde funciona a biblioteca não é atrativa. “Ninguém tem vontade de vir aqui, é pequeno, escuro e não tem tantos livros”, conta a estudante do segundo ano Maria Eduarda.

Não há Laboratório de Ciências e nem quadra poliesportiva, as aulas práticas de Educação Física são feitas na praça em frente a escola. A sala de vídeo foi transformada em sala de aula

Para deixar a situação ainda pior, parte da balaustrada da escadaria na parte externa ruiu (no dia 07 de julho) e foi necessária a interdição. Para dar tempo a Secretaria de Estado da Educação buscar soluções para o problema, a comunidade escolar paralisou as atividades por uma semana, o setor de engenharia até chegou a visitar o local, mas nada foi feito até o momento. Os tapumes que hoje impedem o acesso ao local do desabamento foram colocados com recursos próprios da escola.

“Estou com medo, pois não é só a questão da parte que desabou, mas é toda a estrutura da escola que precisa de reformas”, disse a estudante do período noturno Greycielle de Aquino Rocha.

“A última reforma feita aqui foi no governo João Alves” conta Renato dos Santos que trabalha na escola há 42 anos (primeiro como vigilante e hoje responsável por uma pequena cantina). O governo a que Renato se refere foi ao segundo governo (em 1991). Desde então só são feitas obras paliativas.

Mesmo com uma estrutura física deficiente, a escola é bem procurada pela comunidade propriaense, as salas estão cheia e só não tem mais estudantes pela falta de espaço.

Para a diretora do Departamento de Base Estadual, Claudia Oliveira. A situação do colégio é mais uma prova de que falta a Secretaria de Estado da Educação uma política séria de manutenção e conservação das escolas. O que se vê diuturnamente são escolas com sérios problemas em suas estruturas físicas que poderiam ter sido resolvidas de forma simples.

“Ao dialogarmos com a diretora da escola, estudantes, professores e professoras nos foi dito que a escola tem feito várias tentativas para que a unidade de ensino seja reformada, mas até o momento não houve retorno neste sentido por parte da Secretaria de Estado da Educação”, conta a professora Cláudia Oliveira, diretora do Departamento de Base Estadual do SINTESE.

O SINTESE irá denunciar a situação da escola aos ministérios públicos Estadual e Federal e também oficiará a Secretaria de Estado da Educação.