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Mobilização de professores e estudantes faz a SEED recuar e suspender Orientação Circular sobre o EMTI

Escrito por Caroline Santos Ligado . Publicado em Rede Estadual


Após a mobilização dos professores e estudantes o diretor do Departamento de Recursos Humanos da Secretaria de Estado da Educação – DRH/SEED, Jorge Costa suspendeu documento circular que amplia a carga horária dos docentes do Ensino Médio em Tempo Integral e abre possibilidade de remanejamento dos educadores do ensino médio convencional. A decisão ocorreu em reunião em reunião na SEED que contou com a participação de docentes, estudantes e do SINTESE.

Professora Ivonete Cruz, presidenta do SINTESE faz fala em reunião com professores e estudantes na SEEDProfessora Ivonete Cruz, presidenta do SINTESE faz fala em reunião com professores e estudantes na SEED

Desde a última terça, 12, que professores procuram o SINTESE questionando sobre circular que amplia a carga horária dos docentes do Ensino Médio em Tempo Integral e abre possibilidade de remanejamento dos educadores do ensino médio convencional.

O documento da SEED previa a ampliação da carga horária dos docentes que estão no Tempo Integral para 36 horas em sala de aula e 45 horas semanais no total (somando ao tempo das atividades extraclasse) essa ampliação teria como objetivo abarcar as aulas do ensino médio convencional e os professores que não faziam parte do tempo integral seriam removidos para outras unidades de ensino.

Desde o início, quando a SEED conduziu a implantação do ensino médio em tempo integral, que o sindicato tinha críticas ao método, pois implantar uma nova modalidade de ensino sem o devido planejamento e sem considerar a realidade dos estudantes, dos professores e dos pais dos estudantes trariam problemas e estes estão eclodindo agora, quando a SEED divulga um documento que só está sendo suspendo após a mobilização dos professores e professoras.

“Sempre cobramos que a implantação se desse com diálogo e respeitando os direitos dos professores, sejam eles do Integral ou Convencional, conquistados no nosso Plano de Carreira e Remuneração e Estatuto do Magistério, e a garantia do direito dos estudantes, para que a nova modalidade de ensino não provoque a exclusão de professores e estudantes”, disse a presidenta do SINTESE, Ivonete Cruz.

Ato em defesa da escola pública

Antes da reunião na SEED, estudantes tomaram as ruas nos arredores da Diretoria de Educação de Aracaju – DEA. Oriundos dos João Costa, Atheneu Sergipense, Francisco Rosa e John Kennedy eles denunciaram a falta de estrutura das escolas da rede estadual, em especial as que funcionam com Ensino Médio em Tempo Integral, e prestaram solidariedade aos professores.

“Há seis anos não temos uma quadra poliesportiva, as salas de aula não são climatizadas e não tem armários para os estudantes guardarem suas coisas. É um desrespeito”, disse o estudante Lucas Costa, presidente do Grêmio Estudantil Aldo Arantes do Colégio Estadual João Costa.

Integral = Regular, somos todos professores. Onde estamos? Para onde vamos?

Os professores e professoras também foram às ruas para colocar a sua indignação com a circular que ampliava a carga horária e remanejava docentes. “Não poderemos oferecer uma educação de qualidade com uma carga horária excessiva. Somos trabalhadores, temos direitos. Além disso, como ficarão nossos colegas do ensino convencional? Somos todos professores queremos uma educação de qualidade e não uma educação divida”, disse a professora de História do Colégio João Costa, Cleide Caldeiraro.